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Segurança no campo exige gestão integrada

Entre os pilares da segurança no agronegócio está a proteção patrimonial


Entre os pilares da segurança no agronegócio está a proteção patrimonial Entre os pilares da segurança no agronegócio está a proteção patrimonial - Foto: Expodireto Cotrijal

A segurança empresarial no campo passou por uma transformação significativa nos últimos anos. O que antes se limitava à vigilância patrimonial hoje envolve gestão integrada de riscos, proteção de pessoas e ativos de alto valor, uso de inteligência de dados e conformidade legal. A análise é de Roonei Silva, gerente de segurança corporativa.

Com o avanço do chamado Agro 4.0, as propriedades rurais se tornaram mais tecnológicas e, ao mesmo tempo, mais expostas a ameaças sofisticadas. Equipamentos conectados, sistemas de automação e monitoramento remoto ampliaram a produtividade, mas também exigiram medidas preventivas mais robustas.

Entre os pilares da segurança no agronegócio está a proteção patrimonial e tecnológica. Produtores enfrentam riscos constantes de roubo de maquinário, defensivos agrícolas, combustíveis e gado. Para reduzir prejuízos, cresce o uso de câmeras com inteligência artificial, sensores de presença, drones para patrulhamento e sistemas de cercas eletrônicas e alarmes em áreas sensíveis, como silos. O rastreamento por GPS em máquinas e cargas também se tornou prática recorrente, assim como a adoção de protocolos de cibersegurança para proteger dados e sistemas contra ataques virtuais.

Outro eixo central é a segurança do trabalho, com base na NR 31. O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e óculos, é obrigatório especialmente no manuseio de agrotóxicos. Treinamentos para operação de máquinas, atividades em altura e movimentação de cargas reforçam a gestão de riscos físicos e químicos.

A gestão jurídica e preventiva também ganha espaço, com monitoramento contra invasões, parcerias com forças de segurança, contratação de seguro rural e mapeamento de vulnerabilidades, como oscilações de preços e doenças sanitárias. Para 2025 e 2026, as principais ameaças envolvem roubos especializados, volatilidade econômica e riscos climáticos, exigindo planejamento contínuo e cultura de prevenção.
 

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